sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aniversário

Minha mãe disse que o dia hoje está bonito como o dia em que eu nasci.


Natural que toda a mãe ache que o dia em que o filho nasceu é bonito, mas mesmo assim fiquei feliz.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eleições 1989



























Muito legal o especial do UOL sobre as eleições de 1989 - clique aqui - sem dúvida a eleição mais bizarra da história do Brasil. Depois dos quase 30 anos de ditadura militar, parece que o pessoal se esqueceu de como se fazia uma eleição, um debate... O resultado era Silvio Santos candidato a presidente e sem o nome na cédula porque a candidatura havia sido registrada com atraso (e foi cassada antes da eleição) e uma leva enorme de peculiares candidatos nanicos como o Marronzinho e o dr. Meu-nome-é-Enéas Carneiro. E a musiquinha do Lula-lá? E o "juntos chegaremos lá" do Affif? Todo o mundo queria ir pra "lá"... Ganhou o Collor e o povo foi pra rua mandá-lo para um outro "lá", mas ele não foi e continua no Senado até hoje.

Esses dias estava digitalizando umas antigas fitas cassetes que tinha em casa. Uns programas velhos. Num deles a fita continuou gravando e pegou um pedaço do jornal nacional bem durante o segundo turno entre Lula e Collor, logo após um debate. A proteção da Globo ao Collor era tão descarada que juro que fiquei com vergonha alheia quando assisti. A gente não lembra dessas coisas... Preciso colocar esse vídeo no youtube...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Clonagem

O presidente viajando pra cima e pra baixo, casos de corrupção, juros altos para segurar a inflação, Sarney reinando no senado e agora APAGÃO????


O governo Lula tá cada vez mais parecido com o Fernando Henrique...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Listinha

O FUTEBOL EXPLICA O BRASIL


De esporte de elite a entretenimento das massas; do amadorismo ao profissionalismo; dos salários modestos à globalização-exportação; o uso político do esporte e o uso da política pelo esporte.

Quando se estuda futebol no Brasil, não se fala "só" de um jogo, mas da própria história do país, emaranhada com a evolução nas quatro linhas do campo.

O jornalista e historiador Marcos Guterman mostra a trajetória do futebol no país desde sua chegada da Inglaterra, a formação dos primeiros clubes, os craques, os grandes fracassos, as peculiaridades. O livro narra os acontecimentos do último século no Brasil, mas principalmente mostra como política, economia, sociedade e futebol estão muito mais associados do que costumamos imaginar. Assim, o esporte mais popular do mundo, se lido corretamente, consegue explicar o Brasil.

Só pra anotar na listinha do "comprar".

ps: "Comprar" ou "chorar" né? Afinal, fazer aniversário tem que ter alguma vantagem... Já chorei...

domingo, 8 de novembro de 2009

36'20''

Hoje de manhã corri 6 km (6K, como diria o Globo Esporte) na Corrida da Longevidade, um evento do Bradesco. Foi aqui no Parque do Povo mesmo, o lugar onde corro normalmente. Quase como o Flamengo jogando no Maracanã. Fiz um tempo melhor do que ano passado. Foram 36'20'' e pelo que me lembro fiz mais de 40 minutos anos passado, mas também não tenho certeza. De qualquer modo, não serve de comparação porque o percurso mudou um pouco, eu tomei um gel de carboidratos no meio da prova e dessa vez tivemos um tempo nublado e garoento em vez do Sol de rachar coquinho que estava no ano passado.


O engraçado é que no ano passado, da metade pra frente da prova emparelhei com um japonês. Um senhor já, de uns 50 anos. Vínhamos na mesma velocidade até uma última subida que havia no percurso antigo e que eu fiquei pra trás.

E não é que esse ano eu emparelho com o mesmo japonês? Viemos juntos mais ou menos o mesmo trecho, mas dessa vez fui eu que disparei na subida final. Não significa que eu esteja melhor, acho que ele é que estava pior. Além disso eu tomei o meu gel milagroso! Daí é nitro no motor.

Ah! Também assim como ano passado o primeiro queniano chegou quando eu não estava nem na metade da prova. Com 16 minutos eu já ouvi o tema da vitória tocando lá longe, quer dizer, já tinha africano chegando. Me lembrei da São Silvestre do ano passado. Quando cheguei na Paulista os africanos ja tinham ganho a prova, recebido o prêmio e o pódio já tinha sido até desmontado. Quem disse que a chegada da São Silvestre não é mais a meia-noite da virada do ano? A minha quase que foi...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desenha-me um carneiro?

Neste final de semana fui ao Ibirapuera e dei com a cara na porta da Bienal de Arquitetura que ainda não estava aberta. Para não perder viagem fui à Oca e ao MAM, ali pertinho. Na Oca havia uma exposição sobre o Pequeno Príncipe. Era uma exposição infantil, mas como me interessava muito saber de que maneira eles estavam contando essa história, fui conferir.


O resultando não empolgou. Fiquei até meio decepcionado. A cenografia era um pouco simplista, um pouco óbvia demais. Haviam algumas projeções horríveis e mal feitas. Apenas uma delas tinha interatividade: uma projeção do espaço sideral, um desenho à moda do Exupèry, e quando uma criança passava pela projeção segurando uma esfera iluminada surgiam pássaros que levavam a criança a viajar entre os planetas da mesma forma como viajava o Pequeno Príncipe. Era bonito.

Em relação ao conteúdo, ficou meio perdido pela pobreza da apresentação. As informações mais interessantes não eram sobre o livro, mas sobre o Saint-Exupèry, sobre a vida do autor e sobre sua passagem pela América do Sul, incluindo o Brasil, como agente do correio aéreo francês (hoje Air France).

Mas a minha maior decepção veio de uma boa idéia mal aproveitada. Uma caixa branca formando uma salinha. Na parede branca revestida com um tipo de fórmica onde estava escrito: "Desenha-me um carneiro?" E havia giz para que a gente desenhasse um carneiro para o Pequeno Príncipe. Quem leu o livro lembra desse trecho em que o Pequeno Príincipe aborda o piloto de avião acidentado (o próprio Exupèry) no deserto pedindo que ele lhe desenhe um carneiro para que ele coma o baobá antes que ele invada o planetinha onde vive. E como é difícil para um adulto atender a esse pedido simples, desenhar um carneiro. Mas para uma criança é fácil. Ou era...

Quando entrei na salinha imaginei encontrar uma porção de carneiros desenhados pelas crianças. Mas para minha surpresa, encontrei muito poucos, 4 ou 5. De resto eram palavras, letras, nomes. Um "vai corinthians". Letras, letras, palavras. Um menininho nas costas do pai. Desenha-me um carneiro? E o pai: pega o giz, vai lá filho, escreve "Felipe" lá em cima.

E eis que temos menos um pequeno príncipe no mundo.

Quase lá

Hoje devo resolver meu problema de internet (ainda estou sem internet em casa), e daí voltamos a nossa programação normal.